quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A Cidade Real: Patan

Chegar em Kathmandu foi um verdadeiro alívio depois de um péssimo voo na cia área Nepal Airlines e 3 horropilantes horas de total turbulência! Já era noite, o motorista do albergue me esperava e eu estava ansiosa pra dormir, acordar e começar a aventura. Fiquei hospedada no Thamel, o centro turístico de Kathamandu e a melhor opção para quem viaja sozinho por conta da concentração de turistas do mundo todo.
A nossa primeira parada de manhã foi em Patan. O Vale de Kathmandu é composto por 3 áreas principais: Patan, Kathmandu e Bhaktapur sendo essas 3 também chamadas de Durbar Square, o que as denota como o local onde ficavam antigos reinos e palácios reais. Começar por Patan significa chegar em uma cidade que acredita-se ter sido fundada no ano 299 antes de Cristo com templos budistas e hindus com seus portões de bronze e guardiões talhados na porta pelos artesãos locais, que deram a cidade a fama de "cidade dos artistas". A cidade é marcada por stupas e estátuas de pedra sendo Templo de Krishna o mais visitado por sua riqueza de detalhes nas pilastras de madeira completamente entalhadas.

O que antes era uma área nobre dos antigos reinos é hoje um ponto de encontro para os Nepaleses de qualquer classe. Mesmo chegando lá as 10 da manhã a praça estava lotada de pessoas que após a benção matinal ficam pelos arredores conversando e simplesmente matando o tempo. Dois detalhes curiosos: Patan foi minha primeira parada no Nepal, meu guia me explicou que ao entrar em um daqueles templos, é sinal de respeito tocar no sino que fica na porta para avisar aos Deuses que você está entrando na sua casa. Além disso, o pontinho vermelho na minha testa (dá pra ver na segunda foto) é o sinal que já fiz minha prece matinal e estou abençoados por aquele dia, praticamente todos os nepaleses a usam. É uma tinta pastosa e vermelha que fica logo na entrada e deve ser aplicada na testa na saída do templo.









No topo do Vale de Kathmandu um templo especial pelos seus principais e constantes visitantes: O Templo de Swayambhunath, também conhecido como o Templo dos macacos.  Em um país basicamente hindu esse templo budista recebe ambas religiões e é formado de uma grande stupa e pequenos templos e santuários em sua volta. Seu domo principal representa o mundo e os 13 pináculos representam os 13 estágios que o ser humano deve passar até atingir o perfeito estado de iluminação espiritual. Os pares de olhos representam a sabedoria e compaixão mas o terceiro olho, esse sim, representa os olhos de Budha que emana mensagens espirituais para seus seguidores.

Uma subida que demoraria alguns minutos acaba se alongando por conta dos macacos que estão por todos os lugares e atraem a atenção de todos. São famílias inteiras de macaquinhos que tratam o templo como seu lar. Eu parei de contar quando cheguei em 180 macacos e com certeza tem muito mais do que isso...









Na base do domo inúmeras rodas tibetanas estão a disposição de seus visitantes. Os guias ensinam a rodar todos eles, um por vez e consecutivamente pedindo benção e vida longa. Não custa tentar né?

Abaixo fiz um video com mais fotos do Nepal, com uma típica música canção polular nepalesa!!






Próximas postagens:

- Os Sadhus de Pashupatinath
- A Cidade Real: Bhaktapur
- Festival das cores
- Você sabe o que é uma Kumari?
- Pokhara e Sarangkot


Já leu a introdução ao Nepal?? Veja aqui tudo que pode te ajudar na visita ao país!

domingo, 9 de outubro de 2011

Namastê, Bem vindo ao Nepal!

Imagine um lugar onde as ruas não tem sinal de trânsito (mas se têm, estão quebrados), os motoristas buzinam freneticamente e se emaranham entre motoqueiros que carregam 5 pessoas e vacas, sim, centenas delas por todo lugar ocupando as calçadas e ruas. É mais ou menos isso que se vê quando chega-se no Nepal.

O país mais Hindu do mundo com 80% da sua população seguindo rigorosamente essa tradição marcada pelo sistema de castas, crença em Deus e nos livros sagrados e uma infinidade de divindades que resumem a força máxima, sabedoria e poder, artes, ordem e etc. São tantos que eu precisaria de um blog para descrever todos! rsrs. Mas o aspecto mais marcante é a possibilidade de coexistência com demais religiões (Budismo, Islamismo e outras) que descrevem o povo do Nepal como pacífico, simpático e extremamente receptivo a estrangeiros. A língua oficial é o Nepali mas existem outras línguas e dialetos dependendo do lugar onde se vai e dependendo da casta que estamos falando.

O país, onde cerca de 40% da população vive em extrema pobreza e fraca economia, pode ser uma viagem inesquecível para os que entenderem certas limitações. Falta luz todo dia (os albergues já tem um horário semanal de quando vai ou não ter luz e é possível ver turistas com lanternas quando a noite cai) e comer pode ser difícil por conta das condições de higiene duvidosas mas ainda sim o Nepal foi sem dúvida a viagem mais impactante até o momento. 
As crianças são daquelas que dá vontade de levar pra casa e as pessoas querem tanto te deixar a vontade que é impossível não pensar em voltar lá um dia.

Bebê que encontrei em uma Vila Newari


Essa semana irão começar as postagens sobre os 5 dias que passei no Nepal e incluem: Kathmandu, Nargakot e Pokara. Não perca!!!!



RESUMÃO SUPER ÚTIL!!!!!

Onde ficar:

- Elbrus Home
Hostel razoável. Fechei pelo Hostelworld (assim como todos os demais acima) e o dono me levou para um outro albergue, no seu novo prédio. Nada contra, ele me colocou na "cobertura" em um quarto single enorme e foi super simpático. O café da manhã é legal.

- Mandap Hotel: Bem na "meiúca" do Thamel (Centro) é um hotel 3 estrelas, perto de TU-DO que você vai precisar. Fiquei apenas por um dia em um quarto honesto por um preço bom (USD 30/noite), é legal porque tem uma padaria e um restaurante dentro com comidas típicas deliciosas.

- SUGESTÃO: Dentro da Bhaktapur Durbar Square tem um hotel/hostel muito legal!! Primeiro porque é dentro do site do templo, dentro digo dentro mesmo, quando as portas do lugar fecham apenas hóspedes podem entrar, achei sensacional para uma experiência diferente. Chama-se Shiva Guest House e me pareceu confiável. Não posso falar do quarto mas tem um restaurante anexado nele muito simples e gostoso.

Como chegar: A Nepal Airlines pode ser uma opção se você não tem medo de voar pois os aviões são antigos (BEM antigos) PORÉM têm tarifas muito boas. Minha origem era Hong Kong e paguei menos de 400 dólares pela pernada.
Para uma opção mais segura tem a  Qatar Airways, China Southern Airlines, Air France, Turkish Airlines ou Air India (outras fazem o trecho também mas essas são as  companhias mais recorrentes por lá).  

O que fazer: Andando pelo Thamel, encontra-se dezenas de agências de turismo. Elas oferecem passagens, tours pelo Himalaya, Pokhara e facilidades para tirar vistos para Butão e países da redondeza.
Gostei muito da Himalayatrailfinder, quem me atendeu foi a gerente, Shanu Rana e fui com a cara dela na hora. Honesta, bom inglês e me vendeu exatamente o que eu pedi.
Para chegar nos templos tudo depende do seu nível de aventura... eu contratei um taxista para o dia todo, é uma opção cômoda para não ficar a mercê dos taxis (podem cobrar caro ou te dar uma volta) e ter certeza que você está indo para o lugar certo.

Preços em geral: Um dólar custa cerca de 87,58 Rúpias nepalesa. Uma entrada num templo gira em torno de 500 (Pashupati), 150 (Boudhanhath), 200 (Swayambhu) ou 1100 (Bhaktapur) o que significa dizer respectivamente USD 5; USD 1,71; USD 2,28 e USD 12 - esse último considerado o melhor templo da capital Kathmandu - , super em conta né?

Visto: Emissão na chegada ao país por USD 30.
Em seguida, um post para cada coisa legal do Nepal!! APROVEITEM!!!!!!!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Macau: A colônia portuguesa do outro lado do mundo

Viajar para Hong Kong pede obrigatoriamente uma passadinha em Macau. E um dia é suficiente para sentir os ares dessa peculiar e interessante Região Administrativa da China que foi a única colônia Européia na China.  A ida é muito fácil, basta pegar um ferry boat no China Ferry Terminal, fácil de achar para quem vem andando do Victoria Harbour (vai andar muito mas chega), passa pelo Harbour city e tchanam,  chegou!!

Como queria aproveitar o dia peguei um dos primeiros ferries do dia, o transporte começa as 7 e acaba as 10 e meia da noite, sendo um ferry a cada meia hora. A viagem leva cerca de 70 minutos e custam cerca de 175 dólares de Hong Kong (uns 22 dólares americanos). Duas coisas MUITO importantes: como Macau é uma zona independente, existe uma imigração na chegada por isso tem que levar passaporte. A outra é comprar logo na ida o seu ticket de volta, eu passei o maior perrengue porque não tinha mais ticket de volta já que era um domingo e estava todo mundo voltando pra HK. A sorte foi que abriram um ferry extra e bemmmm mais caro (uns 60 dólares americanos) que eu não tinha escolha de não pegar pois meu voô era no dia seguinte de tarde (sem contar que eu estava sem intenções de dormir por lá).
Com tão pouquinho tempo eu resolvi seguir um capítulo dedicado a Macau no meu Lonely Planet de HK que tem um super "One day walking tour"com os pontos principais começando pelo Largo do Senado, uma praça pavimentada com as famosas pedras portuguesas, o correio central ao lado e localizada na famosa e principal Avenida de Almeida Ribeiro. Aliás, se achar em Macau não é um problema para nós por conta dos nomes das ruas: Avenida Lisboa, Rua Cidade de Cintra, Avenida da República, Rua dos Negociantes, Rua da Madeira e etc...
Largo do Senado
As placas indicam os nomes das ruas (Primeiro em cantonês, depois Português)



O problema é achar quem nos entenda quando pedimos indicação de rua falando os nomes em português. Apesar de ter sido ocupada do século XVI até 1999, quando houve a entrega para a China, o português continua sendo uma das linguas oficiais junto com o Cantonês e Mandarim, mas a verdade é que após se tornar uma Zona administrativa da China as culturas tão distintas foram claramente separadas. Os que descendem de portugueses são fáceis de identificar e ainda falam português mas tive uma dificuldade enorme ao tentar falar com os xingue-lingue. Isso porque poucos, muito poucos falam... o português só foi largamente utilizado no auge do comércio Portugal x Asia. Mas atualmente já existem grandes tentativas de manter a essência portuguesa já existindo inclusive escolas que ensinam a lingua.

Continuando o passeio segui a pé até a Igreja de St. Dominic (Ou São Domingos) construída em estilo barroco no século XVII e com sua marcante fachada amarela e janelas e portais verdes. Depois, a Catedral de Macau, seguindo pelo Largo da Sé (sim, estamos mesmo falando de uma região da China), caindo direto nas Ruínas da Igreja de St. Paul, listada pela Unesco como um "World Heritage Site Historic Centre of Macau" devido a sua importância na história da região. Era ali que funcionava um colégio fundado pelos Jesuítas (St. Paul College of Macau) que seria uma espécie de escolas para formar jesuítas que sairiam posteriormente pelo Oriente após o aprendizado do chinês e das culturas locais. Ela foi destruída em um incêndio e fachada ficou, como parte do mais famoso ponto turístico de Macau.
Ruins of the Church of St Paul
As ruínas da Igreja atraem milhares de visitante e é um ponto
sempre lotado em Macau.

Em seguida mais português impossível: cheguei na Igreja de St. Augustine, que fica em frente ao Teatro Dom Pedro V. E cinco minutos depois ao o Castelo dos Mouros, casa onde os oficiais da Marinha Portuguesa vindos de Goa ficavam e que reforça a importância da Ásia nas rotas marítimas de Portugal. As fotos dão um gostinho desse pedacinho europeu no meio do Oriente.
Theatro (sim com TH) Dom Pedro V
Quartel dos Mouros
Placa do antigo prédio onde funcionava a Capitania dos Portos
As antigas construções mantém na cidade aquele ar
colonial português

Muito perto de Macau fica Taipa e Coloane, uma área de finos restaurantes portugueses e casas coloniais. Basta pegar um ônibus que chega-se lá rapidinho. Um das coisas que não poderia deixar de fazer é comer algo tipicamente português. Escolhi então um dos melhores restaurantes de Taipa, o António. Com azulejos portugueses azul e branco, mesas de madeira e um dono que faz pessoalmente sua sobremesa (pedi um crepe Suzete dos deuses!!). O António vem pessoalmente na sua mesa e no meu caso sabendo que eu era brasileira sentou na minha mesa horas e ficou contando da vida em Macau. Foi um final de tarde inesquecível!
A porta do restaurante, para os que se interessarem em ir
António fazendo meu crepe Suzete
Uma decoração muito portuguesa!!
A entrada dos deuses: Queijo de cabra com azeite de oliva e
pão preto com mel, deliciosooooooooo!!
Bacalhau com babatas gratinadas - DELÍCIA!!!!

Em Taipa, reparem na confusão de legendas: Português e
Chinês bem juntos!!
Os restaurantes mantém fachadas em Português mas o
Chinês, lingua majoritária atualmente está sempre
presente.

Também não dá para sair de Macau sem antes comer também um pastelzinho de Belém... ironicamente eles são vendidos por pastelarias chinesas mas fazem sucesso entre todos! Saem quentinho do forno, dá pra comprar vários e ir comendo por todo o dia!
Para quem tiver interesse vale a pena a visita no Maritime Museum que conta a história das grandes navegações pela Ásia e a influência dos portugueses. Em frente, para fugir um pouco de tudo que remete a essa influência tem o Templo de A-MA, datado do século XVII e que se manteve em pé na época da colonização sendo considerado um centro de peregrinação entre abril e maio.


Templo A-MA



No Museu Marítimo réplicas das caravelas portuguesas estão
por todo lugar
PEDRO ÁLVARES CABRAL, o grande
navegador que descobriu nosso
país tem um lugar especial no
Museu.
E para acabar a visita no ponto mais top de Macau: o Hotel Casino Lisboa. Como eu não jogo não entrei mas a visita vale pelos imensos letreiros brilhantes onde o nome "Casino Lisboa" nos remete a algum lugar que pode ser considerado qualquer coisa, menos a distante China.
Que tal tentar a sorte do tradicional Cassino Lisboa?
A cidade toda iluminada pelos Hotéis e Casinos
O maravilhoso e super luxuoso WYNN hotel!

Como chegar: Do China Ferry Terminal  saem catamarãs a cada meia hora de 7 da manhã até as 10 e meia da noite. A estação fica entre o Gateway Arcade e o Harbour City, dois complexos gigantes com lojas locais e grandes marcas internacionais. Bons lugares para quem busca um shopping completo e diversificado. 
Dura cerca de 70 minutos e custam aproximadamente 175 dólares de Hong Kong. 
Uma dica super importante é: compre sua volta na mesma hora que comprar a ida. Isso porque, se por acaso você decidir voltar mais tarde saiba que outras zilhões de pessoas também pensaram o mesmo. Resultado: os tickets acabam e você corre o sério risco de ficar literalmente ilhada (LEVE SEU PASSAPORTE POIS O VISTO É TIRADO NA CHEGADA). 

Onde ficar: Eu não dormi na ilha mas se a hospedagem for de apenas um dia, que tal ousar e ficar no luxuoso WYNN Macau ou no Casino Lisboa?

O que fazer: Dá para dizer que sua estadia na cidade foi competa se você: Comeu pastelzinho de Belém, fez um walking tour e visitou os prédios da antiga colonização portuguesa, escolheu um bom restaurante português (recomendo esse aqui: ANTÓNIO) para fugir da comida local em Taipa, apostou alguns dólares no famoso Casino Lisboa.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Albergues: sim ou não?

Viajar é muito bom e ninguém discute isso! E chegar em caminha confortável depois daquele dia de longas caminhadas, sol, fotos e etc não tem preço... claro que as vezes o orçamento fica mais curto para hospedagem quando se quer alongar passeios, comidas mas isso de forma nenhuma significa falta de conforto.
Pensando nisso e nos viajantes que como eu, querem sua cama limpa e banheiro a disposição, aqui vai umas dicas de albergues que já fiquei ao longo de algumas viagens que já fiz.

AMÉRICA DO SUL

Argentina: Buenos Aires
Milhouse Hostel
Onde? Hipolito Yirigoyen 959, Buenos Aires
Já fiquei duas vezes nesse albergue. Em todas o serviço foi sempre muito bom, assim como preços e diversão. Tem festas praticamente todo dia e pessoas do mundo todo. Fácil de conhecer gente mas por conta das festas bombantes na última vez que fiquei lá achei que tinha muita garotada (18/20 anos).Então o pessoal bebe muito e fica aquela gritaria até tarde da noite. Mas ainda sim a localização, o staff e a limpeza compensam.

Uruguai: Punta Del Este 
El Viajero (Brava Beach)
Muito bem localizado (menos de 5 minutos da praia caminhando), perto de restaurantes, auxílio do staff para fechar passeios e muito eventos de noite para juntar os hóspedes. Fiquei em um quarto para 6 pessoas, é pequeno e por conta da proximidade com a praia é fácil estar com o chão cheio de areia. Mas é esse o preço de estar praticamente dentro da praia... e vale a pena. Ficaria lá de novo também.


EUROPA

Itália: Roma
Alessandro Palace e Bar
Peguei o quarto triplo e amei! O quarto é grande e o banheiro super limpo... a limpeza é impecável! No prédio principal tem o bar e o restaurante que reúne toda noite os hóspedes. Tem um dia só de pizza de graça mas tem que chegar cedo para conseguir comer bem. É super perto do Termini, o terminal do trem que te traz do aeroporto e bem localizado para iniciar a caminhada pela bela Roma.
Pontos legais: tem orelhão dentro do albergue; O elevador nem sempre funciona :o(

Legends
Fiquei só uma noite no quarto com 6 pessoas. É bom mas a estrutura do Alessandro é bem melhor.


Inglaterra: Londres
Astor Kensington
Localizado em um dos bairros mais "fancy" de Londres, a localização do albergue é uma vantagem a parte. O prédio é legal mas os quartos para acomodar as 8 camas são pequenos... é uma luta para ter espaço e aí de você que suspenda sua mala... perde o lugar na hora! rsrs. Rola também umas festinhas de noite e o interessante é que tem mais europeu do que pessoas do resto do mundo.
Pontos importantes: Banheiro é MUITO disputado, é chato tomar banho com gente batendo na porta. Serviço de internet muito bom, assim como o de guarda-malas.


Áustria: Vienna
Wombats City Hostel Vienna
Existem dois Wombats em Viena, o outro (principal) é melhor localizado mas esse aqui também é muito bom. Fica em uma rua mais deserta mas segurança não é um problema na cidade. O atendimento é bacana, tem um super bar  e quartos confortáveis. Fiz uma super amiga lá e recomendo para conhecer pessoas.
Pontos legais: Excelente café da manhã!!

Holanda: Rotterdam
Hostel ROOM Rotterdam
Bem localizado, quarto grande e banheiro espaçoso. O café da manhã é meio pobre mas o quarto apesar de modesto vale o que se paga.


Alemanha: Berlim
Circus Hostel
EXCELENTE!!!! Recepção de hotel, bar divertido, café da manhã perfeito (mas pago a parte) e ótimo para conhecer pessoas. A entrada dele é na cara do metrô, os quartos para oito pessoas é grande, cama limpa e super organizado. O banheiro apesar de coletivo é separado para mulheres e homens, vale muito a pena!!

ÁSIA

Cambodia: Phnom Phen e Siem Reap
Sunday Guesthouse
Mesmo em se tratando da Capital do Cambodia, a cidade ainda é meio limitada para albergues. Tive medo de chegar lá sem hospedagem e não achar mas é bobagem... lá o ideal é escolher vendo. Esse albergue ficava numa rua cheio de outros albergues (e muitos melhores também) mas apesar de simples o atendimento foi muito prestativo (como todos no país) e por uma noite foi ok.
The Siem Reap Hostel
O Cambodia foi minha primeira experiência na Ásia e como não tinha feito a melhor escolha em Phnom Phen estava preocupada com esse albergue. Em vão!!! Esse foi sem dúvida o melhor lugar que já fiquei. Um albergue enorme, uma casa de 4 andares, com piscina, bar, café da manhã muito bom, sala de internet, quartos com um super ar condicionado, motoristas de tuk tuk para levar aos templos, aulas de culinária e até possibilidade de se inscrever em um programa de voluntários. O lugar é o que há na cidade e não recomendo outro em Siem Reap.

China: Shanghai e Hong Kong
Shanghai Koala Garden House
Muito bom! Fica em uma ruazinha fofa e tem carinha de hotel, assim como restaurante legal e quartos bons. Pra mim o problema foi a falta de elevador quando se fica no 3° andar... os atendentes não me ajudaram com a mala mas em geral ficaria lá de novo fácil.

Maple Leaf Guesthouse
Em Hong Kong espaço ainda é altamente disputado por isso não espere muito de nenhuma albergue da ilha. Não existe recepção, bar, restaurante, nada! é como se fosse um apartamento com quartos BEM pequenos. No banheiro a privada fica quase embaixo do chuveiro e no quarto o espaço além da cama é diminuto. De qualquer forma, o prédio onde o albergue é localizado é uma atração a parte para quem gosta de aventuras (Chung King Mansions).

Malásia: Kuala Lumpur
Red Palm
Muito fofo! Recepção espaçosa e atendimento super simpático. Fiquei em um loft, um quarto mega pequeno e simples com apenas um colchãozinho no chão. Apesar disso valeu pela localização, ajuda para organizar os passeios e o aconchego meio rústico do quartinho.

Tailândia: Bangkok e Phuket
NapPark Hostel at Khao San
Recomendo! Perto de um fervo em Bangkok (o que não é surpresa), várias opções de comida nos arredores e proximidade dos palácios da cidade. Eles tem um livrinho com os passeios e tours e o atendimento foi bom também. O quarto é bem legal e cama confortável.
Bodega Phuket
Peguei o quarto single porque queria mais privacidade e gostei bastante. É super perto da Bangla Street (onde TUDO acontece em Phuket) e tem um bar legal na parte de baixo. A única incoveniência para um quarto "single" é o banheiro compartilhado por dois quartos diferentes. Quando você está usando fecha o acesso do outro quarto e quando você sai, abre. Assim todos usam como se fosse um único banheiro.

Coréia do Sul: Seoul
Seoulwise Guesthouse
Perfeito! O dono já viajou o mundo todo e por isso sabe do que os viajante gostam. Uma limpeza impecável, os quartos tem banheiros limpíssimos e uma pia que funciona como uma mini-cozinha. Tem sala de leitura, quarto de internet e muitas indicações com mapas e passeios para conhecer Seoul.

Nepal: Kathmandu
Elbrus Home


Razoável. Fechei pelo Hostelworld (assim como todos os demais acima) e o dono me levou para um outro albergue, o seu novo prédio. Nada contra, ele me colocou na "cobertura" em um quarto single enorme e foi super simpático. No geral gostei mas não aconselho a fechar nenhum tour por eles... caminhando pelo Thamel acha-se coisas muito mais baratas e interessantes.

Se alguém quiser alguma outra informação é só pedir!!!


Bjos!

domingo, 12 de junho de 2011

Hello Hong Kong!!

Para finalizar o meu roteiro (básico em se tratando de um gigante como China) faltava Hong Kong! Uma Região Administrativa especial da China com autonomia completa exceto para assuntos políticos e militares. Sendo conhecida como um grande centro financeiro, a ilha é repleta de expatriados e claro, chineses!!  O Estado independente é composto pela ilha de Hong Kong, Lantau, Kowloon e Novos Territórios. Fiquei na parte que considerei a mais movimentada de todas: Kowloon. Perto de bons shoppings, restaurantes e do metrô, fiquei hospedada a 5 min da estação de Tsim Sha Tsui. Em se tratando de albergues achei que já estava mais que careca de saber que não podemos esperar tratamento VIP mas Hong Kong foi um caso a parte.... como a ilha cresce em número de habitantes MAS sua área se mantém igual, a disputa pelo metro quadrado é acirrada. Com isso, ficar em albergues pode significar um quarto com espaço apenas pra cama, como foi meu caso! Fiquei em um prédio comercial (para os cariocas semelhante ao prédio da Avenida Central) que tinha vários camelôs embaixo vendendo desde bolsas falsificadas até as mais estranhas comidas dos imigrantes, que vão desde indianos, árabes, sudeste asiático e etc. Para conhecimento dos que aspiram ir para a ilha, o prédio chama-se: Chung King Mansions, mais conhecida como a hospedagem mais barata da região. Por isso, para os que não querem se aventurar não recomendo albergue! Em Hong Kong, qualidade (e um tiquinho de espaço) estão só nos hotéis.


Comecei minha visita no Templo Sik Sik, um templo ultra-colorido com muitas colunas e incensos! Na entrada 12 estátuas de animais que representam o horóscopo chinês nos dão boas vindas. O templo é lotado de locais que fazem suas preces diárias mas recebe também muitos turistas atraídos pelas belas estátuas de cobre e pelo lindo jardim dos desejos na parte de trás do templo que rende muitas fotos. 
Esse foi o único templo que visitei... escolhi ele por ser um dos mais famosos para sentir como é o clima, ver a arquitetura e só! Acabei vendo templos demais na Coréia e depois em Shanghai e Beijing, cansou.... depois do terceiro todos começam a parecer iguais, hahaha.


No final da tarde fui andar pela Promenade de Tsim Sha Tsiu. Pelo caminho estava o ex quartel general da Marinha, hoje chamado de 1881 Heritage pois após desocupado pelos militares, o prédio foi transformado em um Hotel que é tido como o nome indica um patrimônio e luxuosas lojas ao seu redor. Mas meu destino era outro... como uma apaixonada por luzes e paisagens noturnas segui para a Promenade para ver de perto o Victoria Harbour de noite. A intenção era assistir o famoso show "Simphony of lights", um espetacular show de luzes que envolve 44 prédios em ambas margens do porto. Foi bonito, mas eu acho que estava esperando mais... talvez porque o dia estava dublado a noite acabou não sendo daquelas lindas com céu limpinho e por isso as luzes não destacaram tanto... mas considerando que meu hotel super-de-luxo era a apenas 10 minutos dali, valeu a pena para finalizar a noite.



Uma das coisas que não pode passar em branco é visitar nem que seja um pouco as demais ilhas. Como eu não tinha tempo de ver a fundo todas, resolvi pegar o metro e conhecer Lantau, a maior ilha de Hong Kong. Com praias praticamente desertas e vida rústica, a ilha oferece 3 passeios (entre outros que existem) que para mim valeram a visita: o Ngong Ping 360, uma passeio com o nosso conhecido bondinho dá uma idéia da beleza da ilha em uma viagem de 25 minutos. O ideal é pagar mais um pouco e pegar a cabine Cristal, toda em vidro mas muito mais emocionante! Esse bondinho nos leva em diversos lugares: Ngong Ping Village, monastérios, templos e a escolha fica mesmo de quem visita e o que quer ser visto. Eu escolhi duas coisas: o Monastério de Po Lin e o Tian Tan Buddha.

Monastério de Po Lin
O Monastério não nos reserva grandes surpresas, é um recinto religioso que novamente além de budistas, atrai um grande número de turistas. Mas ainda sim impressiona pela beleza das cores, flores, desenhos de deuses e 3 estátuas de Buda em bronze que representam seu passado presente e futuro.

A atração principal da ilha é sem dúvida a estátua gigante de Buda, sentado no topo da montanha e que com seus 23 metros de altura pode ser visto de longe quando ainda estamos no bondinho. Ela pesa 202 toneladas e também foi feita de bonze. Aos pés dele, 6 estátuas perfeitas de bronze representam as bodhisattvas (podem ter diversos significados mas os mais comuns é de seres com o lado espiritual mais elevado que ajudam os demais na remoção de obstáculos e problemas OU forças puras OU ainda na tradução ao pé da letra um "sábio ser").  

Saindo de Lantau e voltando para a ilha de Hong Kong uma visita obrigatória é o famoso The Peak, ou melhor o pico de Hong Kong, o ponto mais alto da cidade que me deu a melhor vista da viagem. O pico é além de tudo um famoso e caríssimo bairro com casas super luxuosas pode ser alcançado de ônibus ou de tram. Recomendo o tram só na descida porque é menos lotado e a ida de ônibus que leva mais tempo por conta do trânsito mas nos faz ter uma idéia ótima da moderna ilha e casas de luxo 100% ocidentais.

Hong Kong toda iluminada!
E para quem quiser fechar com chave de ouro, fugindo um pouco daquela rotina de viagem e partindo para uma volta no tempo tem a Disney. Com uma super estrutura de transporte, metro até a porta e a 15 minutos do aeroporto (que conta com um serviço de alto nível de guarda-mala) a visita pode ficar ainda mais completa! Deixei minha malas e fui correndo pra lá! Fui a primeira a chegar e só fui embora porque não podia perder meu voô pro Nepal e valeu a pena! 
Senti aquele frio na barriga quando vi o Mickey dando boas vindas para os que chegam cedo e passei pelos portões com a frase: "Here you leave today and enter the world of yesterday, tomorow and fantasy" ... pode parecer piegas mas as lágrimas caíram e eu me deixei voltar aos meus 7, 10, 13, 15, 18 anos. Comprei minha orelha da Minnie e fuiiiiiiii!!!!! Essa última parte não tem nada a ver com Hong Kong mas é altamente recomendável para renovar a mente e sorrir até a bochecha doer!

Foi sem palavras...


Estátua de bronze do Templo Sik Sik

Promenade ainda de dia

Tian Tan Buddha ao fundo

Bodhisattvas

Mais umas de noite...


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