domingo, 12 de junho de 2011

Hello Hong Kong!!

Para finalizar o meu roteiro (básico em se tratando de um gigante como China) faltava Hong Kong! Uma Região Administrativa especial da China com autonomia completa exceto para assuntos políticos e militares. Sendo conhecida como um grande centro financeiro, a ilha é repleta de expatriados e claro, chineses!!  O Estado independente é composto pela ilha de Hong Kong, Lantau, Kowloon e Novos Territórios. Fiquei na parte que considerei a mais movimentada de todas: Kowloon. Perto de bons shoppings, restaurantes e do metrô, fiquei hospedada a 5 min da estação de Tsim Sha Tsui. Em se tratando de albergues achei que já estava mais que careca de saber que não podemos esperar tratamento VIP mas Hong Kong foi um caso a parte.... como a ilha cresce em número de habitantes MAS sua área se mantém igual, a disputa pelo metro quadrado é acirrada. Com isso, ficar em albergues pode significar um quarto com espaço apenas pra cama, como foi meu caso! Fiquei em um prédio comercial (para os cariocas semelhante ao prédio da Avenida Central) que tinha vários camelôs embaixo vendendo desde bolsas falsificadas até as mais estranhas comidas dos imigrantes, que vão desde indianos, árabes, sudeste asiático e etc. Para conhecimento dos que aspiram ir para a ilha, o prédio chama-se: Chung King Mansions, mais conhecida como a hospedagem mais barata da região. Por isso, para os que não querem se aventurar não recomendo albergue! Em Hong Kong, qualidade (e um tiquinho de espaço) estão só nos hotéis.


Comecei minha visita no Templo Sik Sik, um templo ultra-colorido com muitas colunas e incensos! Na entrada 12 estátuas de animais que representam o horóscopo chinês nos dão boas vindas. O templo é lotado de locais que fazem suas preces diárias mas recebe também muitos turistas atraídos pelas belas estátuas de cobre e pelo lindo jardim dos desejos na parte de trás do templo que rende muitas fotos. 
Esse foi o único templo que visitei... escolhi ele por ser um dos mais famosos para sentir como é o clima, ver a arquitetura e só! Acabei vendo templos demais na Coréia e depois em Shanghai e Beijing, cansou.... depois do terceiro todos começam a parecer iguais, hahaha.


No final da tarde fui andar pela Promenade de Tsim Sha Tsiu. Pelo caminho estava o ex quartel general da Marinha, hoje chamado de 1881 Heritage pois após desocupado pelos militares, o prédio foi transformado em um Hotel que é tido como o nome indica um patrimônio e luxuosas lojas ao seu redor. Mas meu destino era outro... como uma apaixonada por luzes e paisagens noturnas segui para a Promenade para ver de perto o Victoria Harbour de noite. A intenção era assistir o famoso show "Simphony of lights", um espetacular show de luzes que envolve 44 prédios em ambas margens do porto. Foi bonito, mas eu acho que estava esperando mais... talvez porque o dia estava dublado a noite acabou não sendo daquelas lindas com céu limpinho e por isso as luzes não destacaram tanto... mas considerando que meu hotel super-de-luxo era a apenas 10 minutos dali, valeu a pena para finalizar a noite.



Uma das coisas que não pode passar em branco é visitar nem que seja um pouco as demais ilhas. Como eu não tinha tempo de ver a fundo todas, resolvi pegar o metro e conhecer Lantau, a maior ilha de Hong Kong. Com praias praticamente desertas e vida rústica, a ilha oferece 3 passeios (entre outros que existem) que para mim valeram a visita: o Ngong Ping 360, uma passeio com o nosso conhecido bondinho dá uma idéia da beleza da ilha em uma viagem de 25 minutos. O ideal é pagar mais um pouco e pegar a cabine Cristal, toda em vidro mas muito mais emocionante! Esse bondinho nos leva em diversos lugares: Ngong Ping Village, monastérios, templos e a escolha fica mesmo de quem visita e o que quer ser visto. Eu escolhi duas coisas: o Monastério de Po Lin e o Tian Tan Buddha.

Monastério de Po Lin
O Monastério não nos reserva grandes surpresas, é um recinto religioso que novamente além de budistas, atrai um grande número de turistas. Mas ainda sim impressiona pela beleza das cores, flores, desenhos de deuses e 3 estátuas de Buda em bronze que representam seu passado presente e futuro.

A atração principal da ilha é sem dúvida a estátua gigante de Buda, sentado no topo da montanha e que com seus 23 metros de altura pode ser visto de longe quando ainda estamos no bondinho. Ela pesa 202 toneladas e também foi feita de bonze. Aos pés dele, 6 estátuas perfeitas de bronze representam as bodhisattvas (podem ter diversos significados mas os mais comuns é de seres com o lado espiritual mais elevado que ajudam os demais na remoção de obstáculos e problemas OU forças puras OU ainda na tradução ao pé da letra um "sábio ser").  

Saindo de Lantau e voltando para a ilha de Hong Kong uma visita obrigatória é o famoso The Peak, ou melhor o pico de Hong Kong, o ponto mais alto da cidade que me deu a melhor vista da viagem. O pico é além de tudo um famoso e caríssimo bairro com casas super luxuosas pode ser alcançado de ônibus ou de tram. Recomendo o tram só na descida porque é menos lotado e a ida de ônibus que leva mais tempo por conta do trânsito mas nos faz ter uma idéia ótima da moderna ilha e casas de luxo 100% ocidentais.

Hong Kong toda iluminada!
E para quem quiser fechar com chave de ouro, fugindo um pouco daquela rotina de viagem e partindo para uma volta no tempo tem a Disney. Com uma super estrutura de transporte, metro até a porta e a 15 minutos do aeroporto (que conta com um serviço de alto nível de guarda-mala) a visita pode ficar ainda mais completa! Deixei minha malas e fui correndo pra lá! Fui a primeira a chegar e só fui embora porque não podia perder meu voô pro Nepal e valeu a pena! 
Senti aquele frio na barriga quando vi o Mickey dando boas vindas para os que chegam cedo e passei pelos portões com a frase: "Here you leave today and enter the world of yesterday, tomorow and fantasy" ... pode parecer piegas mas as lágrimas caíram e eu me deixei voltar aos meus 7, 10, 13, 15, 18 anos. Comprei minha orelha da Minnie e fuiiiiiiii!!!!! Essa última parte não tem nada a ver com Hong Kong mas é altamente recomendável para renovar a mente e sorrir até a bochecha doer!

Foi sem palavras...


Estátua de bronze do Templo Sik Sik

Promenade ainda de dia

Tian Tan Buddha ao fundo

Bodhisattvas

Mais umas de noite...


terça-feira, 3 de maio de 2011

O melhor da Coréia!!!

Oieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!! Depois de um longo mês de férias e um longo mês me recompondo na vida normal, estou de volta!!!! E cheia de histórias para contar, lugares inequecíveis, fotos marcantes, memórias impressionantes...Antes de tirar as férias porém, tirei uns merecidos dias em Seoul para conhecer a capital da Coréia, também chamada de soul (alma, em inglês) da Ásia e uma cidade fascinante, moderna e cheia de mistura entre o antigo e moderno. Pensando nisso, achei que antes de começar com meus posts sobre as férias, que seria justo escrever algo sobre a Coréia e as melhores coisas que podem ser feitas e vistas lá!!

Então, fechando meu ano na Coréia, aqui vão as coisas imperdíveis que podem ser feitas daquele outro lado do mundo:

- Palácio Gyeongbokgung (Seoul): Seoul tem cerca de 5 palácios reais importantes e considerados um world heritage pela sua história e riqueza. Porém esse é o principal e maior deles. É grande o suficiente para você chegar no fim satisfeita por tudo que viu mas pequeno se comparado a qualquer palácio da China. O que não é um defeito, e sim significa que dá para ver tudinho em algumas horas em detalhes (o que é impossivel por exemplo na Cidade proibida, em Beijing) e entender sua história com calma. Foi construído em 1394 e reconstruído no século 19. Ao fim das obras, o palácio tinha 330 predios e cerca de 5 MIL quartos!!!! Mas como todo império parece ser marcado por uma desgraça, anos depois do fim das reformas a imperatriz foi assassinada por japaneses e a família real deixou o palácio... e nunca mais voltou :o( O palácio porém resistiu a posterior ocupação japonesa e em 2009 grande parte do que os japaneses mudaram ou destruíram foi inteiramente refeito e o palácio se encontra 100% arquitetura e história coreana. O governo tem um plano de em 20 anos, colocar o palácio no seu inteiro estado do ano de construção e área completa. Vale a pena visitar, gostei muito!!!!




- Itaewon (Seoul): Seoul é marcado pela diversidade cultural e Itawon é a melhor representação disso. Basicamente é um bairro feito para os estrangeiros... é lá que esão lojas como Zara e H&M, hamburguerias, restaurantes italianos, mexicanos e principalmente pessoas que não falam coreano. A pergunta é: mas porque viajando para a Coréia, um lugar que não tem nada a ver com a cultura se torna imperdível??? Bem, comer na Coréia não é facil... não é em qualquer lugar que se fala inglês e sequer tem um cardápio em inglês, sem contar que se a comida coreana não agrada é em Itaewon que você vai encontrar a redenção, hahaha.  A verdade é que o bairro é feito para os residentes estrangeiros saudosos de algo que lembre tudo, menos a Coréia mas os bares, boates, cafés são uma ótima opção para os finais de semana.

- Insadong (Seoul): Souvenirs são sempre a melhor parte de uma viagem. Eu AMO entrar naquelas lojinhas típicas e comprar lembrancinhas, presentes e as vezes só olhar o vai e vem que lembra muito qualquer rua populares dessas que temos no Brasil. Eu amo Insadong, fui em Seoul 4 vezes e fui lá nas 4! Os souvenirs da Coréia são fofos, delicados e baratos!! Logo, a parada mais que obrigatória de Seoul é lá.
Ainda em compras, a Kyobo book store é sem dúvida a melhor livraria que já fui na vida. Se você no meio na viagem perceber que esqueceu um dos seus guias ou quer comprar um livro para aquelas 12 horas de viagem, vale a pena passar por lá. Com certeza vai deixar a loja com mais que um livro na mão...


Dentro da sala onde foi assinado o Armistício
- DMZ (Demilitarized Zone - Seoul):
A chamada  zona desmilitarizada mas que irnonicamente é a zona mais armada da região. Quando as Coréias foram separadas e a fronteira demarcada, uma zona 2 kilometros ao norte e 2 ao sul ao longo de toda a fronteira, formou uma área de 4km com uma extensão de 250 kilometros onde atividades militares não são permitidas. Porém, como a Coréia do norte mais de uma vez tentou violar o acordo previsto por esse Armistício de paz, ambos lados estão sempre alerta ao lado oposto já que o que existe entre os dois países é apenas um cessar fogo e não um acordo de paz definitivo.


Só dá ir lá com um grupo especializado de tour e tem que levar passaporte. Coreanos não podem fazer esse passeio pois existe um medo de que algum coreano mais alterado fale/gesticule ou faça qualquer coisa que instigue a Coréia do Norte a atacar e isso poderia gerar um grande problema. A primeira parte do passeio é light, levam você ao Imjingak, um parque em homenagem aos refugiados norte coreanos durante a Guerra que ao redor tem um vagão de um trem original usado na guerra que foi inteiramente destruído e a Ponte da amizade. Em seguida vamos aos túneis construídos pela Coréia do Norte, avançando pelo território do Sul onde 10 mil soldados poderiam passar em uma hora para atacar diretamente a Seoul. As duas emocionantes paradas ficam a cargo do Observatório Dora, onde podemos ver através de binóculos o lado Norte, mais especificamente a cidade chamada Geaseong e a estação de trem Dorasan, construída em 2002 na esperança de reconectar as duas Coréias. Hoje a estação é uma estação fantasma...

Soldado Sul Coreano olhando o lado Norte
Em adição a isso, para os que curtem uma adrenalina tem a visita ao Panmunjeom. Paga-se adicional para ver de pertinho o lugar onde o Armistício foi assinado. É uma área de 800 metros quadrados também chamado Joint Security Area e onde nem o lado sul nem o norte tem jurisdição. A ONU pelo lado sul e a Coréia do Norte mantém nessa área inúmeros postos de guarda para olhar o lado oposto 24 hs por dia. A visita é tensa, uma guerra silenciosa ocorre ali enquanto os visitantes, de acordo com as instruções do guia, tiram foto com máquinas que devem ter um zoom limitado e guardam suas câmeras assim que os guardam mandam. Somos proibidos de acenar, rir, apontar e falar no momento das fotos. Nada que possa ser entendido pelo lado norte como uma provocação pode ser feito. Quando as fotos estão acontecendo, dá para ver os soldados norte-coreanos nos observados com seus binóculos e uniformes verde e vermelho. Curiosidades do local: os guardas do Sul usam permanentemente óculos escuros; a entrada em terra para Córeia do Norte não pode ser vista pelo google Earth devido a um black out que foi providenciado pelo país para evitar espionagens.

- Festival Maewha: Um festival lindo, lindo que pode ser visto na Coréia no mês de março onde as famosas flores de cerejeiras florescem!!! Eles estão em todos os lugares da Coréia, basta chegar durante esse mês, digitar no google que o festival mais próximo vai pipocar na tela. Famílias inteiras se reúnem para ver as árvores nascendo nas montanhas e dá para tirar fotos lindas!
Lindas cerejeiras!!


 
 

- Jeju Island: Mais conhecida como o Havaí da Coréia, o apelido (um tanto exagerado) não decepciona. Para nós é apenas praias já que temos tantas por aqui, mas na Coréia é o paraíso na terra. É a maior ilha do país que além das praias conta com duas interessantes atrações: um parque mini-mundo, com estátuas famosas que existem no mundo e caracterizam certos países e a Love Land, um parque temático dedicado ao sexo. Mas não tem a nada a ver com promiscuidade ou sacanagem... o parque é diariamente visitando principalmente pela terceira idade, que entre uma estátua e outra, soltam risadinhas e tiram fotos ao lado das gigantes posições eróticas. A intenção do parque é a desmistificação do sexo de forma sincera e sem preconceitos. Korean Air tem saídas diárias para a ilha com preços inacreditáveis!!!
 

Uma das praias da Ilha de JEJU


Os famosos mercados de peixe coreanos, onde o cliente
escolhe o almoço e jantar ainda vivos.
Praia em Jeju Island (ainda não é a Love Land, haha)



Uma das estátuas na polêmica - porém muito
visitada - ilha de Jeju

 
- Pusan: minha cidade favorita na Coréia. Grande mas não monstruosa como Seoul, Pusan tem a famosa praia de Haeundae é o ponto favorito no verão para aqueles que não podem voar para Jeju no final de semana. Uma praia que dá um lindo pôr do sol, com um orla iluminada pela noite com os hotéis, cafés e lojas onde as pessoas passeiam 24 horas ao redor. Sempre tem gente na rua, nas areias, não importa a hora que for e o tempo que esteja. Na orla tem também o Aquário de Pusan, um super completo aquário que vale apena para quem gosta de ver o fundo do mar. Dá para tirar fotos com tubarões, cobras e águas vivas!!
Além disso, programa indispensável na cidade é a maior loja de departamento do mundo: Shinsegae Department Store. Todas as marcas de luxo se encontram aqui a sua espera, hahaha. Filas na Louis Vuitton são comuns, assim como as "liquidações" de Burberry, Prada, Armani e etc... para quem gosta de bater perna em shopping é um mega colírio para os olhos e para quem pode é uma bela tarde de compras :o))
 
Para finalizar Pusan, o templo Haedong Yonggunsa (Metro: Sair na Haeundae station na linha 2. Pegar saída 7 e depois o ônibus 181. Basta descer na parada 'Yonggungsa Temple') O mais belo templo na Coréia na minha opinião e um visual no mar maravilhoso! Uma grande estátua dourada de Buda e outra em pé marcam esse lindíssimo templo.

Praia de Haeundae de noite

Haedong Yonggunsa Templo

- Comidas: Dexei por último as comidas.... uma atração a parte da Coréia. Legumes apimentados, condimentados, muito peixe, muito Soju (Está para os coreanos como o saquê para os japoneses), muito noodles (ou nosso famoso miojo), lulas vivas no prato, ostras e etc. Tem para todos os gostos e claro, vale sempre a pena tentar a comida local quando viajamos para ter certeza se é boa ou não. Eu tive meus problemas com a comida lá... acho sem graça, sem gosto e muito saudável (sim, isso acaba sendo um defeito quando você naquele dia de TPM quer comer algo diferente ou mais gostoso) para o meu gosto. Mas como em toda regra há excessões, as minhas favoritas são: o Bipimpa (arroz cozido no vapor com legumes e carne ou frutos do mar), Pajeon (uma panqueca estilo coreana com frutos do mar e legumes) e o Bulgogi, típico "churrasco" coreano. O ápice da cozinha coreana é o Kimchi, que não está na minha lista de favoritos, mas é o favorito de 11 entre 10 coreanos. Basicamente um repolho super ultra condimentado que demora semanas para ficar pronto. Claro que, vale a pena tentar e sentir o gostinho....


Pajeon

Bulgogi
 

Bipimpa

Kimchi

Até a próxima!!!

Informações úteis da Coréia:

Onde ficar:

Seoul
Seoulwise Guesthouse
Perfeito! O dono já viajou o mundo todo e por isso sabe do que os viajante gostam. Uma limpeza impecável, os quartos tem banheiros limpíssimos e uma pia que funciona como uma mini-cozinha. Tem sala de leitura, quarto de internet e muitas indicações com mapas e passeios para conhecer a cidade.
 
Como chegar: A Korean Air é uma das melhores opções. Voos saindo de São Paulo com paradas em New York e depois direto. Mas para quem quiser pesquisar mais, a Air France tem tarifas ligeiramente mais baixas.
 
O que fazer: Dado que o inglês não é forte do país, eu recomendo muito pedir ajuda no Hotel/Albergue para conseguir transportes para os pontos turísticos mais longes. O metro da cidade é excepcional, perfeito e atende muito bem para a visita aos palácios e afins. Mas para, por exemplo, uma visita ao DMZ é essencial uma empresa de turismo especializada, logo, melhor pedir ajuda com quem fala a mesma lingua.
 
Visto: Não é necessário até 90 dias de permanência.
 

domingo, 13 de março de 2011

Aviso aos navegantes!

Aviso aviso!!!

O próximo post vai aparecer meados de abril por conta das férias +
internet limitada :o(

Porém, assim que voltar a vida normal (já na Cidade Maravilhosa) conto tudo!!!


Bjoss

domingo, 6 de março de 2011

E depois de 365 dias .... missão cumprida!!!

Parece que foi ontem que eu escrevi aqui meu primeiro post, contando sobre essa minha aventura do outro lado do mundo! E assim... passaram-se 365 dias e chegou a hora de partir, voltar pra casa e guardar pra sempre as lembranças maravilhosas dessa experiência!
Em um ano tive a chance de visitar 13 países diferentes, culturas totalmente distintas da minha, linguas algumas vezes impronunciáveis e pessoas com tantas misturas diferentes que hoje me pego pensando: Como eu teria me tornado o que sou depois desse ano se nunca as tivesse conhecido?

Quando eu cheguei aqui meu intuito era todo dia ir dormir sabendo que meu dia tinha tido 100% de aproveitamento, que eu tinha me entregue sem medo a todas as situações que surgissem, sem medo e sem frescura! Hoje, prestes a ir embora eu sinto que o dever de casa foi cumprido! Porque quando você viaja - especialmente para tão longe- e não entra de cabeça na rotina, não se descola dos preconceitos, você está simplesmente inerte a viver com paixão, com intensidade de ver, ouvir, aprender e ensinar coisas novas...

Afinal, que graça tem ir pra China e não usar os banheiros turcos? Sim, são MUITO complicados a primeira vista mas acredite, eles não vão mudar porque você não gosta deles, vão continuar ali, paradinhos esperando o próximo, então ou a gente usa ou fica apertada até chegar em algum lugar com banheiro "normal" (E que pode demorar MUITO!). Ou, como não ir a Bangkok e parar naquelas barraquinhas de comida e comer tudo que a vista alcança sem medo de ser feliz e ter dor de barriga?? Ou, ainda ter que comer todo santo dia um simples repolho super apimentado com  aquela cara de feliz, porque esse simple repolho é simplesmente a comida mais tradicional - e cara - do país que você está prestes a viver pelo próximo ano (e não comer pode ser tremendamente ofensivo)? Ou, como não ter a experiência dos dr.fish que tem espalhado pelo Cambodia  (os peixinhos que comem as peles mortas do pé! Faz muitas coçegas!!) ou fazer uma massagem no meio das ruas de Phuket, em meio a bares, boates, turistas, travestis e qualquer outra coisa que se pode achar por lá...
Eu aprendi que não importa o que, quando ou onde, quando eu chego em um lugar eu sempre páro, pego meus conceitos, coloco na minha mala e deixo ele ali guardadinho, até que na minha saída, eu tiro da mala, analiso e vejo o que quero manter comigo e o que pode ser jogado fora... por agora, não passar de um conceito que não é de fato baseado em nenhuma experiência real.

Foi muito complicado, ainda sim, viver em um país tão diferente... lembrando que eu não estava apenas em um país diferente, estava em uma pequena cidade, há 5 horas da capital e que ainda é considerada cidade pequena de interior, estudando com pessoas que ao me ver na sala, estavam pela primeira vez na vida vendo estrangeiros... claro, fiz muito amigos, fiz também algumas inimizades porque ninguém nessa vida é unânime e agrada a todos, mas o que vale é levar as coisas boas, as que trazem alegria e momentos inesquecíveis. Nunca achei que uma "festa" com 6 pessoas vestindo pijama (já que éramos vizinhos) poderia ser tão divertida juntando pessoas de países tão diferentes.... tinha brasileira, colombiano, africanos, chineses e mulçumanos! Se alguém aleatoriamente falasse dessas nacionalidades eu jamais diria que a conexão, respeito e amizade pudesse ter surgido de forma tão sincera e especial como aconteceu e apesar do grande motivo dessa viagem ter sido meu mestrado, devo dizer que o grande aprendizado foi pessoal: respeito, tolerância,amizade, alegria, satisfação, agradecimento e muito mas muito crescimento!

O capítulo Coréia acaba aqui mas o blog continua com força total, falando sobre alguns outros lugares que terei a chance de visitar no próximo mês e claro, sempre recheado dos detalhes desnecessários - mas necessários porque senão não seria eu escrevendo, hahaha - que gosto de compartilhar com vocês!
Para fechar esse post, uma pequena homenagem aos meus amigos, friends for life, que eu tive a chance de conhecer e compartilhar esse momento tão especial!





Beijos!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Luang Prabang: merecidamente um Patrimônio Mundial!

Depois de 6 horas em uma van, andando em uma estradinha de terra com espaço para apenas um carro e ainda sim mão-dupla, chegamos em Luang Prabang!
O caminho me reservou muitas surpresas e paisagens lindas entre montanhas, rios, lagos e muito verde, o que faz a chegada na cidade valer ainda mais a pena.....

Quase chegando....

A estrada

De volta para o passado. É isso que se sente ao andar pelas ruas de Luang Prabang, um passado cheio de charme e simplicidade que dá a beleza da cidade considerada pela UNESCO como Patrimônio Histórico Mundial. Ruas estreitas, hotéis, albergues, vendedores de rua, restaurantes e barzinhos aconchegantes (e baratos - porém mais caros que Vientiane e Vang Vieng!!!!) dão vontade de ficar na cidade mais tempo do que o planejado...

A cidade foi capital até 1545, quando a administração mudou para Vientiane onde com os passar dos anos o turismo foi desenvolvido de forma totalmente diferente. O Laos se abriu para o turismo recentemente, apenas em 1989 e desde então vem ganhando fama entre os viajantes do Sudeste Asiático, sendo essa cidade conhecida pela genuína beleza e preservação de um ambiente simples e simpático com casas e construções que não passam de 2 andares, para manter o ar único da cidade. O estado mais caótico que a cidade chega é a saída dos estudantes por volta das 17hs... nada de tráfico, buzinas ou coisas do gênero... logo, dispensável dizer que em Luang Prabang não existe vida noturna! Os bares fecham as 23:30 no máximo e restaurantes as 22hs. Shoppings e cyber café fecham ainda mais cedo: 20 hs. E a cidade não tem a menor intenção de mudar isso para agradar os turistas que vão em busca de diversão... e quer se manter como local perfeito de contemplação espiritual para a população budista e visitantes entre os 33 templos restantes, cachoeiras, cavernas e etc...

Uma das maiores demonstrações de religiosidade local acontece de manhã bem cedo e dá a oportunidade para pessoas doarem alimentos para os monges. As mulheres devem estar vestidas apropriadamente, cobrindo ombros e joelhos e com os noviços dá até para puxar um assunto já que eles adora praticar o inglês com turistas para falar sobre a cultura Lao (esse é um momento considerado especial pois em situações normais, apenas homens podem chegar perto de monges e falar com eles. No caso dessa cerimônia não, todos os sexos podem participar!).

A atração da cidade todas as noites é o famoso mercado noturno, que toma toda a rua paralela ao rio com os mais lindos e baratos souvenirs que já vi até hoje. Muita opção de cores e artigos que além de baratos dão sempre a chance de barganhar ainda mais!! MAS, como tudo na cidade ele fecha cedo, 21hs já estão recolhendo as mercadorias para o dia seguinte.

A vida noturna de Luang é menos frenética e mais sofisticada
com bares que encontraríamos em qualquer grande cidade
 Uma das atrações mais conhecidas é o pôr-do-sol visto do alto do Mount Phousi, um templo que dá a melhor vista da cidade! Cheguei lá por volta das 17 hs para sentar e pegar meu lugarzinho confortável.... em vão! As pessoas vão chegando aos kilos 15 minutos antes do pôr-do-sol e o seu lugar que antes era ótimo e tinha a vista perfeita agora só consegue ver cabeças e máquinas fotográficas, é estressante e chato mas faz parte do pacote de estar em um lugar procurado por turistas.... 
Na subida do Mount Phoussi várias estátuas
Vista da cidade de cima do monte
Por do sol maravilhoso

Ahhh, sem contar os mosquitinhos que te atacam! De qualquer forma vale a pena ver o sol se pondo entre as enormes e salientes montanhas no horizonte.
Assim como Vang Vieng, a cidade é o paraíso do Ecoturismo! Passeios de bicicleta pelas margens do Rio, Elefantes, trekkings, canoagem e etc são só um pouco do que pode ser feito. De manhã cedo o melhor programa é ir para as cachoeiras Kuang Si, que ficam cerca de 40 minutos do centro da cidade. Ir cedo significa chegar lá e ter a paisagem todinha para você tirar quantas fotos quiser, além de poder tomar banho mais tranquila e no caso de estar no verão, significa uma temperatura bem mais amena.
Para chegar nas cachoeiras pegamos uma trilha, no caminho muito verde, pequenas fontes e lagos com uma água azul de babar!! Tem até umas cadeirinhas e mesas para quem quiser ir fazer pic-nic!! Eu só quis andar por lá pela manhã mas dá para passar um dia inteirinho andando pelas trilhas e vendo partes diferentes da cachoeira... mas pra isso tem que ir preparado para um trekking pesado (e inclinado para caramba!!).

De qualquer forma o Laos vale a pena, mais de uma vez!!! :o))

A maravilhosa Kuang Si, quando o sol bate parce que ilumina
as árvores e o azul da água


Como chegar: Existem saídas diárias de Viantiane e Van Vieng em vans para Luang Prabang, basta andar nas ruas que você vai achar as popagandas. A estrada é tortuosa, de areia e pode ser uma verdadeira aventura MAS o visual nas 6 horas de estrada vale a pena.

Onde ficar: Para ambas cidades, não reservei hospedagem, fomos na cara e na coragem pois queríamos escolher vendo e analisando as redondezas. Não há o menor perigo de não achar vagas pois Luang Prabang e Viantiane são lotados de guesthouses (casas de famílias que alugam o quarto), albergues e hotéis de todas as estrelas.

Em Luang fiquei abismada com as luxuosas opções de hospedagem. Para aqueles que de repente viajam em lua de mel e
buscam um spa, conforto e luxo esse hotel é a opção certa: Satri House. Fiquei apaixonda por ele!!!!

Visto: Tira-se na chegada, precisa levar foto (leve mais de uma, nunca se sabe) e uma taxa de 30 dólares.
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