terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Phuket + Phi Phi - The Beach!

Os últimos dias na Tailândia foram para descansar e pegar uma corzinha.... fiquei hospedada em Patong, um albergue legal, com um quarto só pra mim!! :o)))) Mas como todos meus amigos estavam em Kata, acabei todos os dias indo para a praia lá... mais organizada, limpa e também cara! Mas caro na Tailândia é muito relativo, nada consegue ser caro de verdade só que comparando com Bangkok (e os pratos de comida de 1 euro) parece tudo uma fortuna, hahaha.

Mas é de se esperar isso....a cidade vive constantemente lotada de gente de tudo quanto é parte do mundo em todos os dias do ano!!! Especialmente no Ano novo, a ilha tem umas comemorações

muito legais com bares e restaurantes fazendo ceias e festas mas a atração principal é na praia....
Os hotéis providenciam cadeiras e os bares vão até a extensão de areia e o dj faz a festa até a última pessoa ir embora!!

A meia noite eles também tem os seus fogos mas o bonito mesmo é ver os balões brancos que são tradição no Ano Novo, enchem o céu como se fossem pequenos vaga-lumes... segundo os locais cada balão representa um pedido, se o balão subir ótimo! Se o balão cair, ihhhh, além de aguentar o povo zuando, tem que acender outro!!! :o)



Em uma das nights fomos todos para a Bangla Street, a rua mais conhecida de Paton pelo bares, boates e travecos andando de cima pra baixo... tem que ir com a cabeça aberta e preparada para ver de tudo, afinal, ainda é uma viagem para um país pobre, que vive do turismo, prostituição e.... e..... comida!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! De novo essa foi a minha perdição!! Achamos um restaurante de frutos do mar e deu pra comer muita lagosta, camarão rei (do tamanho do meu ante-braço, hahaha), fried rice e peixe!!!! Vale a pena andar até achar um que tenha de tudo um pouco... assim dá pra provar os inúmeros pratos que a cozinha tailandesa oferece.

Na ilha e arredores têm mais templos e mais pagodas mas eu não quis ir em nenhum! Não estava mais no clima de nada que não fosse ficar parada pegando sol ou sentada na mesa comendo :o)
Mas claro que o esperado passeio para Phi Phi teve que rolar.Saímos de manhã em uma escuna alugada para todo nosso grupo e voltamos no início da noite. Demora uma hora e meia para chegar em Phi Phi e no caminho vemos cada paisagem, um mar azul, que compensa qualquer distância.
Na próxima quero ficar hospedada em Phi Phi um diazinho pelo menos, a ilha tem um ar primitivo, parece aquelas ilhas pesqueiras de novela das seis, uma coisa linda!

Phuket é parada obrigatória para quem vai na Tailândia e com certeza não é de uma visita só... apenas deitar e relaxar vendo o mar azul já vale por toda a viagem!




Até logo Phuket!! Espero te reencontrar em breve!! :o))





FOTOS:

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Comer, Rezar e Amar?? NÃO! Comer, Comer e Comer!!! Welcome to Thailand!

Quem nunca pensou em ver de perto aquele mar azul da Tailândia? Não conheço um ser humano que não sonhe em visitar Phi Phi e suas exuberantes praias... com razão, a Ilha é linda e merece todos os méritos mas para mim não é nem de perto o maior atrativo da Tailândia.

Minha primeira parada foi em Bangkok por acidente de percurso pois eu não ia incluir a cidade no itinerário. Em uma conversa com um amigo falei que estava indo para lá e ele disse: O que?? Como assim você não vai em Bangkok??? Você precisar ir, nem se que seja 2 dias! FEITO! Mudei tudo e reservei míseros dois dias para a cidade. E minha conclusão é: se você vai para a Tailândia e não vai em Bangkok (e Phi Phi, CLARO), vergonha! Você não viu de verdade a Tailândia!!!

Os pontos turísticos são muitoooo legais: o Palácio Real, o buda deitado, a noite da cidade (conhecida como cidade do sexo - Mas essa parte eu não se falar muito, haha) e a melhor parte de todas: a comida!!!! A comida é simplesmente tudo que há de melhor nessa vida!! Eu nunca disse que não era chata para comer e talvez por isso tenha tantos problemas aqui na Coréia, mas a Tailândia é impecável... e o detalhe básico: encontra-se comida boa, MUITO BOA, naqueles vendedores de rua pela bagatela de 40 Barth, traduzindo 1 euro ou 2,70 reais - o que se compra com esse valor hoje em dia?? Nem uma coxinha de frango!!!! Eu comi rolinho primavera, Pad Thai, Fried Rice, Tom ka Gai (sopa tailandesa de frango com coco), StickRice Mango (PERFEITO), hummmmmmmmmmmm!!


Nunca pensei em parar naquela banquinhas xexelentas que tem no Rio, mas não sei porque me senti tranquila lá e enfiei literalmente o pé na jaca.
Logo, o primeiro passo para se interar com o país é comer, não tem jeito!

Minha chegada na cidade foi de novo regada de emoções: peguei um taxi no aeroporto, mostrei endereço pro taxista e depois de 40 minutos ele parou em uma esquina com uma night mega frenética. Desci, ele me ajudou com as malas e numa mistura de inglês e thai apontou em uma direção e zarpou fora com o carrinho dele. Eu, carregando minhas malinhas fiquei ali parada na rua olhando a multidão de turistas bêbados, muito bêbados, gente gritando, catando, pulando e claro, cercado das personagens muito conhecidas do país: as moças (e moços querendo ser moças). Para mim não foi nenhum espanto já que isso vemos fácil em qualquer lugar mas assusta ver a idade das meninas, a roupa que elas usam (quase peladas) e os acompanhantes das moças em sua maioria velhos quases decrépidos.... podre!
Mas enfim, enquanto eu olhava tudo isso, uma das moças veio me perguntar se eu precisava
de algo. Congelei!!! Como assim?? Fiquei com medo de responder mas resolvi mostrar o papel com o telefone do albergue que estava hospedada, ela pegou, ligou para eles, conversou um tiquinho e uns minutos depois um dos funcionários veio ao meu encontro no local que o taxi me deixou. Agradeci a
moça (ou moço??) imensamente!!! Se não fosse ela, acho que tinha voltado de lá mesmo para o aeroporto!

Dia seguinte acordei cedo e fui fazer os passeios de turista: Grande Palácio e Wat Phra Kaew - O Templo Emerald Buddha, Wat Pro (Buda deitado), Wat Arun. Todos templos muito bonitos, cheios de cor e estátuas de Buda.... o templo com o Buda deitado só tem de interessante o Buda deitado, é bonito, vale a pena (o ingresso é barato) mas não se deve esperar muito não. A confusão de turista para tirar foto da estátua é tanta que tira a paciência de qualquer pessoa. Muito melhor, para aproveitar o dia bonito é pegar um barquinho, atravessar o rio e ir para Wat Arun, um templo com terraços cerca de 68 e 87 metros de altura que podemos visitar depois de subir umas escadinhas íngremes e tem uma vista linda da cidade mostrando o contraste entre o moderno e o antigo.

De noite claro, muito comida!!!! Passei o dia todo planejando o que iria comer em todos os dias e escolhendo os lugares onde ia parar!! :o)


Dia seguinte fui para o Mercado flutuante, um mercado que acontece nos canais de um rio que fica mais ou menos 100 km de distância de Bangkok. O mercado é fantástico, pode comprar artesenato, souvenirs, frutas, café, chá, bolsas falsificadas, comida de todos os tipos, plantas e flores, o que você quiser é possível achar!
De lá o tour dava a chance de andar de elefante... e lá fui eu andar neles, os maiores símbolos da Tailândia!

O final do dia foi especial pois fui em um templo chamado Tiger Temple, um templo budista que além dos monges têm moradores muito especiais: animais selvagens e como destaque lindos Tigres!!!
São os próprios monges que alimentam e cuidam deles.... claro que há várias contróversias sobre o lugar e uma delas são as suspeitas que os bichinhos são dopados para estarem sempre calminhos quando os visitantes aparecem.... o argumento do templo é que os tigres são muito bem alimentados e que eles abrem para visitantes logo em seguida dos bichinhos estarem de barriga cheia, por isso eles estão tão quietinhos :o)
Prefiro acreditar para não me sentir culpada de ter ido lá!! E claro, depois de visitar o templo veio o jantar, com muito Pad Thai!!!!


FOTOS:



Beijos!



sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Cingapura com "C"! :o)

Um pouco maior que o Vaticano e Mônaco e uma populacão com cerca de 5 milhões de habitantes, sendo que 1 milhão são apenas de expatriados, o país é um grande mix cultural: Em sua maioria chineses, existem também Malaios, Hindus e Árabes. Por isso, achar o que significa realmente ser a cultura Cingapuriana é bem difícil.. como uma forma única de fusão e ao mesmo tempo respeito, as nacionalidades comemoram suas respectivas datas e coexistem nessa pequenina e fofíssima ilha.

A ilha se tornou independente em 1965 e sua economia baseia-se principalmente no comércio exterior, não é por acaso que o Porto de Cingapura é o que chamamos de Hub Port, ou, um porto que funciona como "centro de distribuição", sendo uma parada para diversas cargas antes que elas sejam encaminhadas para seu destino final. O incrível crescimento se tornou atrativo para multinacionais do mundo todo fez com que a área central de Cinga se desenvolvesse de uma forma que para uns foi artificial: ela foi planejada, tudinho... desde as árvores (a cidade é muito verde), até os prédios, estradas e etc. Mas artificial ou não eu amei! A primeira impressão que se tem é de organização, peguei um trânsito voltando do aeroporto mas foi bom para ver a cidade e suas famosas ruas limpíssimas (e são mesmo) e os prédios de luxo cujo aluguel chegam a 15 DÓLARES por mês.!!




Fui para Cinga passar Natal com amigos, cheguei dia 23 na hora do almoço. Comi uma comida deliciosa, daquelas que só no Brasil pensamos que tem sabe? E fomos apenas as meninas fazer compras de Natal!!! Fomos para a Orchard Road, a rua com os principais shoppings da cidade, uma verdadeira perdição! Desde aquelas lojas carésimas até marcas conhecidas mas bemmm mais baratas que no Brasil, só nessa rua dá para andar fácil um dia todo! Claro que nenhuma de nós queria ver rua, hahaha, então fomos usar um pouquinho o cartão de crédito e fazer
as comprinhas :o)


De noite passamos em um dos dois mais famosos pontos pra night da cidade: O Chijmes, uma ex igreja que teve sua área transformada em um enorme complexo de bares e restaurantes. Ficamos um pouco lá para conhecer e depois fomos para o Clarke Quay que beirando o Rio Cingapura, é um lugar onde se acha de tudo um pouco e me refiro a bares, restaurantes e pessoas :o) Comidas de todo lugar do mundo, pessoas de todas as cores e vestidos uns mais curtos que os outros, hahaha... as Cingapurianas barram qualquer uma que já vi na vida no quesito vestidos sempre pelo menos 5 número menores que o tamanho real delas. Mas o bom daqui é você sair do jeito que bem entender sem que ninguém fique olhando ou comentando, já que o que não falta são pessoas estranhas. O bar que mais gostei foi um bar temático de hospital... as cadeiras eram cadeiras de roda, o bar lá de dentro era uma grande maca iluminado por aquelas luzes de hospital e as bebidas eram servidas em saco de soro!!!!! Muito legal!!




Dia seguinte fomos passear no Jardim Botânico, um enorme parque com as as mais diversas árvores possíveis e um parque de orquídeas maravilhoso!!! Vários cachorrinhos passeando, pessoas meditando, correndo, almoçando nos pequenos bistrôs e se divertindo até que a chuva veio e acabou com nossa festa! Dezembro em Cinga é época de monções... muita umidade, muita chuva mas ainda sim continua quente!!!!!!!!!!!!! Umas horinhas depois deu para seguirmos para a Arab Street, um bairro e também uma rua que anos atrás pertenceu a um mercador árabe, sendo essa uma das razões para seu nome. Uma rua cheia de lojas com aquelas roupas coloridas, bolsas, comida árabe, artigos de casa, presentes e tudo mais que se possa imaginar... uma Uruguaiana organizada e limpa!

No último dia foi correria total... queria fazer meu cabelo, achar uma mala, comprar meu iphone, achar um tripé para minha máquina e no meio do caminho sempre tem aquelas distrações básicas né??? Para completar eu não dei sorte com o clima... choveu TODOS os dias e bastante quando eu estava lá e isso acabou limitando meus passeios. Por sorte quando fui visitar o escritório da Vale, consegui ter uma visão da cidade que encanta qualquer um.
A vista para o Marina Bay hotel, que não consegui visitar, e sua arquitetura meio torta são fantásticas e deixo essa visita pendente para uma próxima vez, já que tenho muitas coisas para ver ainda! :o)


De volta para Ásia: Kuala Lumpur

Depois de uma curta e inesquecível temporada na Europa volto para a distante Ásia! Adiantando as cenas dos próximos capítulos o itinerário vai ser o seguinte: Kuala Lumpur - Malásia, Cingapura (Sim, é com C e não com S. Com S é em inglês - Singapore) e Tailândia ( Bangkok e Phuket). Mais uma vez uma chance de ver muitas cores, culturas, pessoas diferentes, fotos lindas e momentos maravilhosos junto aos amigos.

Como todo bom filme de ação, a história começa com muita adrenalina na veia!!!! Hahahaha. Meu voô de Seoul para Kuala estava marcado para as as 11 da noite de segunda... chegamos lá cedo para jantar tranquilos e pegar menos fila no check-in. EM VÃO! Estávamos viajando de Air Asia, a única companhia low cost na Ásia até o momento. Igualzinha as que a gente já conhece: temos que pagar a água, comida, bebida e umas poltronas que mais parecem aquelas especiais para criança em restaurante, mas enfim: you get, what you pay né? Não podia reclamar muito da fila porque óbvio milhões de pessoas tiveram a mesma brilhante idéia que eu de poupar $$ final de ano e viajar com eles. Mas na hora de fazer check-in: Surpresa! Não nos deram o ticket de embarque... achei aquilo estranho e diante da experiência com nossas ridículas companhias aéreas (Falo o nome mesmo: GOL e TAM) falei pro meu amigo: Esse voô vai atrasar e a gente não sai daqui hoje. Ele reclamou e disse que eu tava sendo pessimista... ok ok... dito e feito! Deu meia noite (o voô era as 11) e nos chamaram no guichê para dizer que devido ao mau tempo o voô não iria chegar até o meio dia do dia SEGUINTE!!!!

Tudo bem, realmente estava frio e uma enrome onda de aviões parados nos aeroportos do mundo todo por conta de neve, neblina etc... a gente reclamou mas no final entendeu a situação. Daí eles completaram: Quem quiser pode esperar aqui ou ir para um Hotel mas a empresa não irá pagar Hotel e arcará somente com o taxi de ida. OI? É isso mesmo, atrasaram e não queriam pagar nada!!! Chatos que eu e meu amigos somos, fomos na hora ler as letrinhas miúdas do verso do ticket eletrônico e tava lá, bem miúdo mas estava: a empresa não se responsabiliza por perdas devidos a atrasos e cancelamentos.... ficamos os dois olhando com cara de bunda pro papel, pegamos nossas trouxas e dormimos igual dois sem teto ao lado do guichê. Uma emoção sem igual!!!

Dia seguinte acordamos cheio de disposição e cadê??? Voô atrasado para as 4 da tarde!! PQP!!!!!!!!!! Era todo mundo com cara de sono, roupa amassada, pele oleosa... nossa, uma visão do inferno!hahahahhaha. De qualquer forma quando finalmente entrei no avião pensei: ahh, cara tô aqui né? Agora resta rir, guardar a historinha e aprender que o barato pode sair caro de vez em quando...
Eu tinha separado 2 dias para Kuala Lumpur, em princípio era o que eu queria ver na Malásia, mas por conta do atraso eu perdi um dia e fiquei com exatas 28 horas disponíveis na cidade. Claro que lugar nenhum do mundo é visto em tão pouco tempo MAS pelo menos uma passeada para sentir o cheiro do lugar e os pontos mais mais importantes dá para fazer. Foi isso que fiz! Acordei cedo e meu amigo da faculdade que estava no voô comigo e que é da Malásia nos levou para nossa primeira parada: Putrajaya. Na verdade uma outra cidade, cerca de 70 km de Kuala que centraliza todos os prédios governamentais da Malásia e é conhecida como a mais nova capital do mundo, fundada em 1995. O lugar é limpinho, com muito verde e uma arquitetura interessante com prédios que

lembram mesquitas e outros mais modernos e altos. Lá, paramos na beira do Rio de Putrajaya, com uma vista linda onde podíamos ver também a casa do primeiro ministro e a Mesquita de Putra - ambos Lindíssimos. A mesquita, bem preparada para o turismo oferece roupas especiais para as mulheres... era para ser um belo Hijab mas em mim ficou na verdade quase uma capa do Darth Vader meio gay por ser rosinha, hahahhahaa. De qualquer forma foi interessante o ritual de tirar os sapatos (vale para homens e mulheres), colocar a roupa cobrindo tudo inclusive a cabeça e contemplar a grande mesquita DE FORA. Isso porque na parte principal só entram homens. Mas existe um biombo separando a ala das mulheres, bem menor, mas que nos dá a chance de entrar, ver o Alcorão usado para a leitura e ser der sorte encontrar mulheres lá simplesmente sentadas contemplando o dia - eu dei essa sorte! :o)

O interior da Mesquita
Não pude ir além das fotos pois essa é a área reservada aos homens para
fazerem suas preces.
O traje que as mulheres devem vestir para
entrar na mesquita.
De lá fui para meu albergue, um lugar fofo localizado em um bairro chamado Bukit Pitang. Não poderia ser melhor!! Super bem localizado, de lá peguei um taxi e fui direto para o que me parecia ser a atração principal em Kuala: Batu Caves, um tempo hindu maravilhoso, aliás o maior fora da India, e o principal local na Malásia para festivais hindus tais como o Thaipusam. Esse festival é aquele que as pessoas se auto-flagelam, botam aquelas agulhas ENORMES na bochecha, queixo e qualquer outro lugar do corpo. Choca ver as fotos mas aviso logo que minha próxima parada lá é nesse festival, quero ver de perto tamanha demonstração de agradecimento e fé a Lord Muruga (uma divindade Hindu) bastante popular. Os 272 degraus nos levam ao topo do templo mas antes de chegar lá em cima a gente pára umas cem mil vezes para tirar foto com as figuras mais populares
A maravilhosa estátua de Lord Muruga com
42 metros de altura
No pé da caverna, uma galeria com inúmeras imagens
de Deuses hindus
Macacos: atrações a parte do templo


Dentro da caverna, inúmeros "mini" templos
dedicados a Deuses hindus
Lindos!!!!
São inúmera imagens que retratam cada Deus
do templo: Os macacos. Eles surgem nos degraus do nada, tem que subir devagar, sem muitos movimentos bruscos porque eles são fofos mas também são grandes e quando querem, implicam com qualquer pessoa. Eu vi uns empurrando uma turista e mexendo na bolsa dela porque ela estava com banana dentro, ahahhaa. Lá foi a mulher correndo depois que os macaquinhos pularam nas suas costas, adorei!! :o)))

O templo é dentro de uma caverna de pedra calcária, com vários mini templos dentro para as respectivas divindades. No finalzinho dela, após subir mais uns degraus, tem uma casinha que representa mais um templo e mais umas dezenas de macaquinhos. Nesse lugar foi onde tirei as melhore fotos deles: comendo, mãe com filho fazendo cafuné, outro coçando o pé, impagável! Eu recomendo que ainda que se tenha 1 dia em KL, essa deve ser uma parada obrigatória.


De lá voltei para meu albergue fofo e fui andando para o mercado central. Um grande mercado com tudo que é tipo de souvenirs... dois andares de opções e muitas coisas baratas. Como a Malásia tem 3 tipos de nacionalidade (Chinês, Indiano e Malaios) o mercado é dividido também nesses 3 tipos de souvenirs, ou seja, não tem como não agradar a gregos e troianos. Quase em frente tem a Chinatown (aliás, onde NÃO tem isso peloamordedeus??), que eu não fui, afinal eu já moro com uma chinesa, ouço chinês todo dia, como chinês toda semana, ou seja: o Chinatown da Coréia é praticamente aqui na minha casa, hahaha. Passei em frente só e tchau, fui para minha próxima parada.
Genting Highland - a cidade do entretenimento. E basicamente é isso mesmo: uma mini cidade nas montanhas com tudo que você pode imaginar na sua vida toda (hahahhaha). E juro que não é exagero!! Tem parque temático, cinema, Hotel, Cassino, Shopping, mais de 200 restaurantes e uma quantidade de pessoas como nunca visto antes. Tava caindo o mundo quando subi o morro pra chegar lá, achei que iria estar tudo fechado, vazio, mas parece que é o contrário. Como eu fui lá de noite, não pude ficar muito para ver tudo, apostar, ver lojas e etc pois o que eu mais esperava ainda estava por vir: As torres gêmeas!
Getinh Highland: um grande centro de
entretenimento na Malásia
Muitos shoppings, lojas, restaurantes, cassinos, museu e por aí
vai...

Saí de Genting embaixo de chuva e por sorte ao chegar no centro de KL a chuva parou!
A visão das torres é de impressionar, dois prédios de 452 metros unidos por uma ponte que de noite, junto com os demais prédios fazem a cidade ainda mais bonita. A torre é 100% da empresa Petronas - equivalente a nossa Petrobras - e as obras foram concluídas em 1998, estando elas entre os 3 prédios mais altos do mundo. Como eu adoro ver cidades de noite, esse prédio não podia deixar de ser meu favorito! Subi até o último andar de um prédio em frente, que tem o chamado Sky Bar e fiquei lá com uns amigos apreciando a linda paisagem de KL de noite, bebericando um frech martini e me preparando para acordar cedinho dia seguinte!


As Torres gêmeas
Sou uma paixonada por paisagens noturnas!!

 ONDE FICAR:
Muito fofo! Recepção espaçosa e atendimento super simpático. Fiquei em um loft, um quarto mega pequeno e simples com apenas um colchãozinho no chão. Apesar disso valeu pela localização, ajuda para organizar os passeios e o aconchego meio rústico do quartinho.


COMO SE LOCOMOVER: Ônibus são bem facéis de andar MAS como o idioma ainda é complicado e nem todos falam inglês fechar transporte com os albergues/Hotéis pode ser uma boa opção além de ser possível ter tarifas boas.


COMO CHEGAR: Muitas empresas aéreas voam para Kuala Lumpur, que está prestes a se tornar um novo pólo na Ásia. Mas apesar dos pesares a melhor delas ainda é a Air Asia, cujo hub é no aeroporto da cidade, por isso as tarifas incrivelmente baratas. Claro que, paga-se barato e o serviço não é top mas pelo preço compensa.

Visto: não é necessário até 90 dias de permanência.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Berlim: última parada na Europa!


Depois de mais de um mês sem aparecer, aqui estou eu para contar sobre a última parada pela Europa (neste ano, claro!!) na belíssima Berlim. Pra começar preciso dizer que quero voltar lá... fato! A cidade é uma fonte inesgotável de história viva em um dos capítulos mais tristes que o homem já participou MAS nada disso diminui o interesse de quem vai a Berlim e começa a ver as coisas, andar pela cidade encontrando os pedaços remanescentes do muro e etc.

Minha jornada começou no Portão de Brandenburgo, um portão enorme construído no século 18 como símbolo da paz e que durante a Guerra Fria por estar perto da fronteira que dividia a cidade se tornou o símbolo de uma

Alemanha dividida. Anos mais tarde, virou símbolo da unificação não apenas de Berlim mas do país como um todo e foi o lugar onde a população foi comemorar a queda do muro, em 1989. Nesse portão atualmente reúne-se centenas de pessoas todas as manhãs para as famosas "walking tours" oferecidas por voluntários que trabalham para difundir a história de todos os zilhões de monumentos espalhados pela cidade. Dura em torno de 5 horas, custa apenas 10 euros, e no final uma gorgeta para o guia, que te leva nos lugares de acordo com o "pacote" que você comprar. Eles têm tours do tipo: 3rd Reich Berlin tour, Cold War tour, Concentrantion camp tour... e por aí vai! E claro, como a cidade tem muita coisa para ver, cada uma dessas programações te leva em lugares diferentes. Eu escolhi a do terceiro Reich pois queria ver de perto o que restou do Bunker de Hitler e etc...

Mais uma do Portão. LINDÍSSIMO!!
Começamos então andando até o Parlamento, onde na porta existem pedaços de pedras cortados de forma irregular, com o nome, data e partido dos políticos que foram assassinados pelo partido Nazista por discordar de suas idéias. A idéia é fazer uma homenagem aos que tentaram de uma forma política acabar com a crueldade que estava nascendo no partido e que apesar de em vão, sempre será lembrada. Em seguida, fomos em um parque em frente ao parlamento, nesse parque um singelo monumento em homenagem aos homossexuais, os segundos mais perseguidos depois dos judeus e que nos campos de concentração, eram identificados com um estrela rosa no peito. O monumento é moderno, uma caixa de concreto com um janelinha... óbvio que a curiosidade aumenta e quando chegamos perto da janela vemos um vídeo que se repete milhões de vezes durante o dia de dois homens acariciando o rosto um do outro e depois de beijando. Achei a idéia muito original e 100% merecida!
Em seguida fomos ao monumento erguido pelos soviéticos em homenagem aos homens do exército vermelho que morreram quando os Russos invadiram a cidade ao fim da 2° Guerra Mundial. Na ponta esquerda e direita do monumento tem dois tanques de Guerra que são descritos como os originais que invadiram Berlim no final da Guerra....


O Parlamento ao fundo e as pedras
que representam políticos que foram
vítimas do partido nazista
As pedras contém o nome, data de morte e
partido de cada político morto
Movimento erguido pelos soviéticos em homenagem
aos soldados do exército vermelho que morrerão na
invasão
Monumento em Homenagem aos homosexuais

Em seguida fomos na rua que era conhecida como a rua com a maior quantidade de judeus em Berlim... dois monumentos marcam a rua: um que mostra familias afetas pelo holocausto, pessoas subnutridas, magras e com semblantes tristes. O outro com uma história linda para homenagear a Revolta de Rossenstrasse. Em 1943, restavam ainda poucos judeus na cidade e Hitler queria matar todos. Porém, esses poucos judeus eram "especiais". Eles eram casados com Alemãs legítimas, as mesmas que o partido nazista venerava por ser capaz de gerar a raça ariana pura. Porém, em um certo momento o partido simplesmente decide capturar esses homens e as crianças para mandá-los para os campos. As mulheres, revoltadas com a decisão do partido, se colocam em frente ao prédio onde seus homens estão retidos com as crianças e ali ficam por dias protestando sobre a decisão. O partido por sua vez não podia controlá-las, eram alemãs arianas e qualquer ato de violência contra elas iria repercutir de forma negativa para os nazistas. A situação chegou a tal ponto que a SS foi chamada e recebeu ordem para atirar nas mulheres... para elas então não fazia mais diferença morrer ali ou mais tarde e elas se mantiveram na porta do prédio protestando contra os assassinatos recorrentes e lutando pela vida dos seus maridos. A SS recuou e dias depois os maridos e crianças são soltos. O monumentos é composto de todas essas etapas da revolta esculpidas em pedra rosa. Simples porém muito significativo!

Em seguida fomos na Sinagoga mais importante da cidade que foi bombardeada mas posteriormente reconstruída e depois finalmente para o que sobrou do muro de Berlim. Fomos em um das sessões que ainda se mantém me pé e no lugar onde também era localizada a Gestapo - a polícia secreta do partido Nazista - mas que hoje na verdade não resta nada além do buraco onde era, pois tudo foi destruído. O que resta do muro conta a história de como funcionava a Gestapo, com fotos de Hitler na época com os oficiais. Ali perto fomos no ponto que era conhecido como a fronteira para as duas partes de Berlim: O checkpoint Charlie. Um lugar onde muitas pessoas morreram por tentar fugir da Alemanha oriental para a Ocidental mas que também teve registros de 5075 fugas de deram certo e algumas centenas mortes e o único ponto onde estrangeiros poderiam cruzar de um lado para o outro.
Tem um museu muito interessante com fotos das escapadas, mortes e outras coisas para ler e entender mais a importância do lugar.


Check point Charlie: a fronteira entre Alemanha Oriental e
Ocidental

Fotos do Museu
Um monumento nos arredores que faz uma
alusão a Alemanha Comunista
Cruzando algumas ruas depois chegamos no memorial mais importante da cidade: o Memorial do Holocausto. Construído no meio de prédios, ele basicamente se trata de centenas caixas pretas no formato de sepulturas que representam as milhões de vidas que o foram tiradas pelos nazistas. Não tem como negar: é chocante! É como se fosse um enorme cemitério, ali entre casas e prédios... e o motivo é não exatamente chocar mas sim deixar bem claro e vivo o que aconteceu, o que provocou e quantas vidas foram exterminadas. Ali pertinho ficava o bunker onde Hitler se escondeu e que não resta nada além do lugar propriamente dito onde era localizado.O bunker foi destruído e o buraco fechado. A explicação era que não existia motivo para se manter aquele lugar como uma lembrança para o país, além do medo de no futuro, simpatizantes de Hitler começarem a usar o local para fazerem qualquer tipo de culto, veneração ou adoração.


Em meios a uma área residencial, o Museu do Holocausto choca.
E a intenção é nunca nos fazer esquecer as atrocidades que
foram causadas pelos nazistas.


A walking tour acabou aí.... mas não minha jornada por Belim! No dia seguinte fui passear pela cidade, ver a maravilhosa arquitetura e museus. Fui na Catedral, linda demais, a Igreja Zions (bombardeada na guerra e que hoje virou um memorial), Galeria Nacional, Museu de Artes Modernas, Praça  Gendarmenmarkt, uma exposição linda de morrer da vida da Romy Schneider e sentar num lugar legal para jantar.... Berlim de noite é linda! Muitas cores e luzes!!


A belíssima Catedral de Berlim

Para quem tiver tempo, vale visitar internamente
Museu Altes
As ruas...
Praça Gendarmenmarkt, uma das mais lindas e conhecidas
da cidade. O prédio maior é o Concert Hall e a cúpula é a Catedral
Alemã 
Igreja Zions, com a cúpula bombardeada
Detalhe da Sinagoga Judia na cidade
Monumento em homenagem aos judeus

Dia seguinte, último dia, resolvi fazer um programa que não acho que possa ser chamado de "tour" mas que vale a pena ir uma vez nessa vida: o campo de concentração chamado Sachsenhausen é aberto a visitações todos os dia e apesar de não ser propriamente um campo de extermínio como Auschwitz, pois era nomeado como campo de trabalho forçado, foi um local onde muitas pessoas morreram por conta de uma rotina de trabalho pesada diária, alimentação precária e maus tratos. Chegar na porta já dá arrepios, o portão de ferro escrito: ARBEIT MACHT FREI, que na tradução significa " O trabalho liberta" é igual em todos os campos de concentração. Dentro igual o que vemos nos filmes, um grande campo verde, sem nada além de postes com grandes alto falantes para anunciar os horários e novas tarefas. O campo original foi destruído quando os russos o encontraram, mas réplicas das acomodações foram feitas para mostrar como eram os quartos, banheiros, cozinhas, "hospital" e a prisão para os judeus mais intelectualizados que os alemães queriam manter vivos por mais tempo.
Não é uma visita agradável, não é legal e é impossível conter as lágrimas até certo ponto da visita mas o motivo pelo qual esses campos estão abertos é para manter viva na cabeça das pessoas as maldades que o ser humano é capaz e sendo assim mantê-las longe, bem distante em um passado que não volta mais.



Entrada do campo


Em todo campo de concentração, sempre que tiver
pedras sob pedras é a certeza que ali foram enterrado
judeus na época do Holocausto.


Berlim vale a pena muito mais de uma visita, vale várias!! Uma cidade que vivenciou uma guerra, foi dividida por um muro que separava estruturas distintas - capitalismo e comunismo - se reunificou, se reconstruiu e faz parte para sempre de diversos marcos na história do mundo é simplesmente imperdível!

Onde ficar: Circus Hostel
EXCELENTE!!!! Recepção de hotel, bar divertido, café da manhã perfeito (mas pago a parte) e ótimo para conhecer pessoas. A entrada dele é na cara do metrô, os quartos para oito pessoas é grande, cama limpa e super organizado. O banheiro apesar de coletivo é separado para mulheres e homens, vale muito a pena!!
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